OPEN HEALTH: Porque o conceito pode ser um divisor de águas na saúde?

Já lidamos e podemos ver os grandes resultados que a integração de dados dos pacientes dentro de uma mesma instituição de saúde proporciona a fim de um atendimento mais qualificado, individualizado e humanizado. 

Agora você já imaginou permitir que um paciente tenha seus dados de saúde acessíveis de forma integrada, independente da rede de hospitais, medicina diagnóstica ou clínica que ele tenha passado? Pois bem, essa descrição é o que propõe o “Open Health” e esse conceito promete ser um divisor de águas no setor da saúde.

Open Health

O que é Open Health?

Se trata de um complexo de registros de saúde eletrônicos, compartilhados entre várias instituições médicas e planos de saúde com a permissão antecipada do paciente;

  • Alergias;
  • Histórico familiar;
  • Imagens médicas;
  • Dados de imunização;
  • Registros de internação;
  • Informações de contato;
  • Uma lista de medicamentos;
  • Informações do seguro saúde;
  • Informações sobre quaisquer condições ou doenças prévias;
  • Informações sobre quaisquer cirurgias ou procedimentos realizados;

As autoridades já se posicionaram:

Recentemente o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo estuda editar uma medida provisória ainda este ano para criar um sistema de “Open Health” inspirado na plataforma de “Open Banking”.

De acordo com artigo publicado pela Saúde Business, “a regulação do Open Health possibilita a integração da cadeia de saúde de forma segura (criptografada), abrangente e com o consentimento total do usuário. Ter acesso online às informações clínicas dos pacientes, na hora certa, de maneira padronizada e com impacto direto na decisão clínica é a lógica do Open Health.

Além disso, esse compartilhamento pode gerar uma abundante variabilidade de acessos, com uma ilimitada oferta de modelos e custos de atendimento. Em outras palavras, Open Health permitirá que cada pessoa possa criar sua própria plataforma de serviços médicos”.

Mas e na prática?

Imagine a seguinte situação:

Você viaja e precisa de atendimento médico em outra cidade. Através do Open Health, a equipe local poderá ter acesso aos seus dados e identificar se existe restrição a algum medicamento ou alergia, ou alguma outra informação relevante, evitando assim uma possível complicação.

Tudo isso porque esse conceito oportuniza o compartilhamento dos registros eletrônicos de saúde, tanto dos atendimentos do sistema único de saúde, o SUS, quanto os privados e de operadoras de planos de saúde.

Open health veio para ficar?

Ainda é cedo para sabermos como tudo será implementado em nosso País ou quais tecnologias farão parte desse processo, mas uma coisa é certa: o Open Health é inevitável. Desde já podemos ver a interoperabilidade e compartilhamento de dados clínicos avançando nos próximos anos, o que não avançou em meio século. 

É o paciente no centro do diagnóstico!

Open Health

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